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Skills-first: como levar contratações por habilidades do discurso à prática

  • Mayla Araújo
  • 5 de jan.
  • 3 min de leitura

O mercado de trabalho está mudando, e rápido. Se antes o diploma e a experiência em cargos anteriores eram o filtro principal em uma seleção, agora o olhar das empresas está cada vez mais voltado para o que a pessoa realmente sabe fazer. É o chamado modelo skills-first — ou contratação baseada em habilidades.

Na teoria, parece simples: priorizar competências técnicas e comportamentais acima de formações acadêmicas ou tempo de casa. Mas como transformar esse conceito em prática no dia a dia de recrutamento? É o que vamos explorar a seguir.


O que muda no fluxo de R&S quando a vaga é “por habilidades”


Quando a seleção é baseada em habilidades, a descrição da vaga precisa ser muito mais clara e objetiva. Em vez de “5 anos de experiência em vendas”, por exemplo, o ideal é especificar: “capacidade de conduzir negociações complexas” ou “habilidade de mapear funil de clientes”.

No ATS da Quickin, isso se traduz em:

  • Campos de skill obrigatórios no cadastro de vaga (com níveis, do iniciante ao avançado);

  • Knockout questions para eliminar candidatos que não atendam critérios essenciais;

  • Scorecards padronizados, que ajudam gestores a avaliar todos com a mesma régua.


Esses recursos tornam o processo mais transparente e reduzem o viés do currículo.



Como montar uma lista estruturada de skills sem virar um Frankenstein

Um dos erros mais comuns do RH é criar listas enormes de competências, muitas vezes duplicadas ou genéricas demais. No caminho contrário, o segredo está em manter uma “fonte única de verdade”: um inventário de habilidades organizado, que pode ser utilizado em todas as vagas.

E as boas práticas incluem:

  • Agrupar sinônimos (por exemplo: “negociação” e “sales negotiation”).

  • Atualizar periodicamente conforme surgem novas ferramentas ou metodologias.

  • Relacionar cada skill a níveis claros de proficiência, com exemplos práticos.

Com isso, o recrutador não perde tempo interpretando descrições vagas e o candidato entende exatamente o que se espera dele.

Pipeline e automações: mais agilidade e menos ruído

Contratar por habilidades também significa redesenhar o pipeline de seleção. Com a ajuda de automações, é possível:

  • Taguear candidatos com base nas respostas de job trials e formulários;

  • Direcionar automaticamente perfis para entrevistas ou etapas adicionais;

  • Criar roteiros de entrevistas por competência, garantindo consistência na avaliação.

Esse modelo não só acelera o processo como também dá ao RH uma visão clara sobre quais habilidades estão em falta no mercado — e até mesmo dentro da empresa, favorecendo a mobilidade interna.


Métricas que importam em contratações skills-first

Medir o sucesso do modelo é essencial. Algumas métricas-chave incluem:

  • Taxa de match por skill: porcentagem de candidatos que atendem às habilidades “must-have”.

  • Tempo até o shortlist: quanto tempo leva para chegar aos finalistas mais aderentes.

  • Quality of Hire (QoH): desempenho do contratado após 90 dias, cruzando dados de performance, adaptação e permanência.

Com relatórios no ATS, o RH consegue visualizar essas métricas em tempo real e ajustar rapidamente suas estratégias de atração.


Checklist em 7 dias para aplicar o modelo


Para sair do discurso e colocar em prática, siga este passo a passo rápido:

  1. Revisar descrições de vagas e trocar requisitos de tempo/diploma por habilidades mensuráveis.

  2. Organizar uma lista central de skills relevantes para o negócio.

  3. Configurar knockout questions e scorecards no ATS.

  4. Definir níveis de proficiência claros para cada skill.

  5. Automatizar o pipeline com tags e roteiros de entrevista.

  6. Monitorar métricas como match por skill e QoH.

  7. Apresentar os resultados para gestores em dashboards de fácil leitura.

O modelo skills-first não é só uma tendência, mas uma resposta às novas exigências do mercado de trabalho. Empresas que adotam esse formato ampliam o acesso a talentos diversos, reduzem vieses e contratam pessoas realmente alinhadas às necessidades do negócio.

Com as ferramentas certas, o RH consegue colocar o discurso em prática e transformar habilidades em resultados concretos.

Agende uma demonstração gratuita e veja como o Quickin pode ajudar sua empresa a estruturar contratações por habilidades de forma prática, ágil e orientada por dados.


 
 
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