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Remoto x RTO: como lidar com picos de candidaturas e priorizar fit sem travar o funil

  • Mayla Araújo
  • 9 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Desde 2020, o trabalho remoto deixou de ser tendência e passou a fazer parte da

dinâmica de muitas empresas.

Mas, em 2024 e 2025, o trabalho híbrido, impulsionado pelos movimentos de retorno

parcial ao escritório (RTO), ganhou força, criando uma nova realidade para recrutadores:

o volume de candidaturas está desproporcionalmente concentrado nas vagas remotas.

Enquanto posições presenciais ou híbridas registram um volume estável, oportunidades

remotas chegam a receber dez vezes mais candidatos — inclusive profissionais de

outros estados e perfis com níveis muito distintos de aderência.

Se, por um lado, essa abundância parece positiva, por outro ela cria gargalos, sobrecarrega o RH e pode comprometer a qualidade da triagem. Organizar esse volume sem travar o funil exige estratégia, tecnologia e, principalmente, critérios claros para priorizar o que realmente importa.

É sobre isso que vamos falar: como lidar com picos de candidaturas, como filtrar com

eficiência e como garantir que o aumento da procura não prejudique a experiência do

candidato nem a assertividade da contratação.


O novo cenário: por que vagas remotas atraem tanto volume

— e quais desafios isso cria


O trabalho remoto pode ter perdido força entre as empresas, mas ainda é o objetivo

número 1 de grande parte dos trabalhadores.

Isso porque as vagas remotas ampliam o alcance geográfico, permitindo maior flexibilidade. Além disso, para muitos profissionais, representam uma oportunidade de elevar a qualidade de vida. Naturalmente, isso atrai uma base muito mais ampla de candidatos.

Mas esse crescimento traz consequências para o RH:

Triagens demoradas, já que muitos perfis não atendem aos requisitos mínimos;

Acúmulo de currículos, que se perdem em caixas de entrada, planilhas e e-mails

paralelos;

Dificuldade em manter a experiência do candidato consistente, especialmente

em processos longos;

Risco de contratar por excesso de volume e falta de critério, não por aderência

real.


Por isso, não se trata de tentar “dar conta do volume”, mas criar mecanismos para controlar, filtrar e priorizar o que realmente importa para o cargo.


Como estruturar o funil para vagas remotas e controlar o

volume sem perder qualidade


A primeira etapa para lidar com picos de candidaturas é tornar o funil de recrutamento mais inteligente. Isso significa transformar requisitos em filtros que funcionam de forma objetiva.

Algumas práticas essenciais:

1. Definir requisitos obrigatórios e eliminatórios (knock-out)

Antes da vaga ir ao ar, o RH precisa determinar o que é realmente inegociável — como

idioma, experiência mínima, certificações, disponibilidade de horário ou domínio de uma

tecnologia.

Com o Quickin, esses critérios podem ser configurados como perguntas eliminatórias,

evitando que candidatos fora do escopo avancem no funil.

2. Criar campos estruturados no formulário de candidatura

Informações soltas dificultam a triagem. Ao transformar requisitos em campos objetivos (ex.: nível de inglês, tempo de experiência, faixa salarial desejada), o recrutador ganha

velocidade e precisão.


3. Usar filtros por palavras-chave e etiquetas

Etiquetas (tags) são valiosas para classificar rapidamente candidatos por senioridade, área, experiência específica ou disponibilidade. Quanto mais organizado o banco, mais rápido o processo flui.

4. Priorizar as primeiras etapas com base em aderência técnica

A triagem inicial deve ser clara e pragmática. Aberturas narrativas, currículos longos ou

cartas de apresentação podem ser avaliadas depois — primeiro, o que realmente define

aptidão técnica.

5. Criar checkpoints de comunicação

Com volume alto, o risco de deixar candidatos sem resposta aumenta. Mensagens

automáticas padronizadas dentro do ATS garantem transparência e mantêm a experiência positiva.


Como priorizar fit e reduzir gargalos — com dados e critérios


Em vagas remotas, o desafio vai além do filtrar: é preciso identificar sinais reais de fit —

tanto comportamental como de alinhamento ao modelo de trabalho.


Alguns pontos que ajudam nessa análise:

Fit com a dinâmica remota ● Experiência prévia em equipes distribuídas;

● Autonomia para organizar entregas e prazos;

● Comunicação clara e proativa;

● Disciplina para lidar com rotinas flexíveis.

Fit com a cultura organizacional Mesmo no remoto, cultura importa — e talvez até mais, já que não existem interações

presenciais para reforçar valores.

Perguntas comportamentais, alinhadas ao modelo STAR, ajudam a identificar padrões:

● Como lida com conflitos em ambiente virtual?

● Como reportar progresso de tarefas sem supervisão direta?

● Como se organiza para evitar perda de foco no remoto?

Fit com a senioridade e complexidade da função Alguns cargos exigem interação frequente com áreas internas e dependem de trocas

presenciais. Nesses casos, avaliar a aderência ao modelo híbrido é essencial.


Indicadores que ajudam a medir (e prever) a performance em

vagas remotas


Para que o volume não comprometa a assertividade, o RH precisa de métricas. Algumas

das mais relevantes incluem:

Taxa de conversão por etapa, medindo aderência técnica real;

Motivação e adequação ao modelo remoto, observada nas entrevistas

estruturadas;

Tempo de triagem, para identificar gargalos;

Tempo até a produtividade (ramp-up), correlacionando performance pós-

contratação com dados de triagem;

Qualidade de contratação (QoH), que ajuda a validar se os critérios estão corretos.

Com esses dados, o RH deixa de trabalhar “no escuro” e passa a ajustar critérios com base em resultados reais.


Conclusão


O aumento de candidaturas em vagas remotas é um desafio, mas também uma

oportunidade de refinar o funil, tornar o processo mais estratégico e elevar a qualidade das contratações.

Com critérios claros, filtros objetivos e uma tecnologia que apoia cada etapa, o RH

consegue lidar com o volume sem perder o foco no que realmente importa: encontrar as

pessoas mais qualificadas e alinhadas ao modelo de trabalho da empresa.

Agende uma demonstração gratuita e veja como o Quickin pode ajudar sua empresa

a organizar o funil, priorizar fit e contratar com mais agilidade em qualquer modelo de

trabalho.

 
 
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