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Modelo STAR: o que é, como funciona e como usar em entrevistas comportamentais

  • Mayla Araújo
  • 15 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Encontrar boas respostas em entrevistas é, muitas vezes, o maior desafio do recrutamento. Os candidatos podem até chegar preparados, mas ainda assim trazem relatos vagos, histórias longas ou exemplos que não revelam o que o RH realmente precisa saber: como essa pessoa age diante de problemas reais.

É nesse ponto que o modelo STAR se tornou um dos métodos mais eficientes para

estruturar entrevistas comportamentais, uma vez que ele ajuda o recrutador a conduzir

conversas mais objetivas, comparar candidatos com critérios iguais e transformar

experiências passadas em evidências concretas de performance.

Pensando nisso, preparamos um guia para explicar como o modelo funciona, como aplicá-lo na prática e como o seu uso — combinado com entrevistas estruturadas — pode elevar a assertividade das contratações.


O que é o modelo STAR e por que ele se tornou padrão em

entrevistas comportamentais


A sigla STAR representa Situação, Tarefa, Ação e Resultado. Essa estrutura

metodológica orienta o candidato a organizar a resposta em quatro etapas que revelam o contexto, o desafio, o que ele fez de fato e qual foi o impacto final.

Ao pedir que o candidato siga o modelo, o recrutador evita respostas genéricas (“sou

comprometido”, “sou proativo”) e consegue avaliar comportamentos reais, não projeções

ou intenções.

Funciona assim:

S — Situação: qual era o contexto do problema?

T — Tarefa: qual era a responsabilidade ou objetivo do candidato?

A — Ação: o que ele fez, especificamente?

R — Resultado: qual foi o desfecho e o impacto concreto?

Nesse sentido, o método STAR ficou popular porque reduz vieses, facilita a comparação

justa entre candidatos e dá ao RH uma avaliação baseada em fatos — não em impressões subjetivas.


Como montar perguntas comportamentais usando o modelo STAR


Uma vez aplicado, o modelo STAR funciona para além de respostas melhores: ele também orienta como perguntar.

Ao criar perguntas, o recrutador pode direcionar o candidato a descrever situações reais,

evitando respostas hipotéticas.

Alguns exemplos:

● “Conte sobre uma situação em que você precisou priorizar tarefas sob pressão. O

que estava em jogo? O que você fez? Qual foi o resultado?”

● “Descreva um conflito com um colega ou cliente. Qual era o desafio e como você

agiu?”

● “Me fale sobre um momento em que você precisou tomar uma decisão difícil

rapidamente. O que levou você a essa escolha?”

Perceba que todas começam com um pedido por situação real e terminam com um pedido por resultado mensurável.

Isso padroniza o foco da entrevista e evita dispersões, mesmo quando o candidato traz

histórias longas.


Como identificar boas respostas — e sinais de alerta


Ao ouvir a resposta STAR, alguns elementos ajudam o recrutador a avaliar a qualidade do

relato:

O que caracteriza uma boa resposta

● O candidato descreve o contexto com clareza, sem inventar complexidade.

● Há nitidez sobre qual era a responsabilidade dele, não apenas da equipe.

● A Ação é concreta: ele diz o que fez, como decidiu e por que escolheu aquele

caminho.

● O Resultado mostra impacto: números, aprendizados, mudanças de rota ou efeito

no time/projeto.

Sinais de alerta

● Resposta centrada apenas na Situação (exposições longas e sem foco).

● Uso excessivo de “nós”, sem clareza sobre o papel individual.

● Falta de clareza sobre a Ação, substituída por frases genéricas.

Resultados abstratos (“no fim deu tudo certo”, “fui elogiado”).

Esses indicadores ajudam o RH a diferenciar quem tem experiência prática e capacidade

reflexiva de quem repete discursos prontos.


Como usar o modelo STAR dentro de entrevistas estruturadas


O STAR ganha ainda mais força quando inserido em um formato de entrevista estruturada — ou seja, quando todos os candidatos recebem as mesmas perguntas, na mesma ordem e avaliados pelos mesmos critérios.

Isso garante:

Consistência: candidatos comparados em condições iguais.

Redução de vieses: respostas analisadas por critérios objetivos, não por afinidade.

Melhor predição de performance: comportamentos passados como indicador de

como a pessoa atua no dia a dia.


Um roteiro estruturado pode incluir:

1. Abertura com perguntas gerais de contexto.

2. Perguntas comportamentais baseadas em competências da vaga (liderança,

negociação, gestão do tempo).

3. Perguntas STAR — sempre conectadas aos comportamentos críticos necessários.

4. Critérios de avaliação previamente definidos.

O objetivo é transformar a entrevista em um processo analítico, replicável e comparável,

e menos em uma conversa guiada apenas por intuição.

Como registrar e comparar candidatos com base no modelo STAR

A força do STAR está também no pós-entrevista. Registrar as respostas de forma

estruturada permite enxergar padrões e tomar decisões mais seguras.

O RH pode avaliar:

● A clareza na descrição da Situação e da Tarefa.

● A coerência e impacto da Ação.

● A relevância e mensurabilidade do Resultado.

● A aderência ao comportamento esperado para a função.

Ao comparar candidatos pela mesma estrutura, a decisão deixa de ser “quem pareceu

melhor” e passa a ser “quem demonstrou comportamento mais alinhado aos desafios da

vaga”.



Transformando conversas em evidências — e decisões em contratações melhores


Como é possível observar, o modelo STAR transforma relatos subjetivos em insights

objetivos, ajudando o RH a enxergar além do discurso e revelando como o candidato age

diante de desafios reais.

Quando usado com entrevistas estruturadas e apoiado por uma plataforma que organiza essas informações, o STAR se torna um dos instrumentos mais poderosos para elevar a qualidade das contratações.

E, se o seu time quer aplicar essa prática de forma simples, padronizada e com avaliação

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